terça-feira, 7 de abril de 2009

Três Pensamentos Felizes

Se um dia talvez voasse
certamente me faria presente nessa experiência

Ainda me lembro do quão encantado
ficava ao ver Peter Pan voar
ao mentalizar três pensamentos Felizes

Por muito tempo de minha vida eu quis voar
ficava a noite pensando como seria
e como eu faria para os céus alcançar

Frustrado pelo insucesso, um dia conclui que
voar não seria possível

contudo outro dia
dia daqueles no qual a preocupação
dia daqueles em que a mente viaja em possibilidades futuras
dia daqueles em que a gente se esquece do presente
um dia, como tantos, no qual a ansiedade domina
e esquecido de nós mesmos, nossa alma desconfiada
se confina, nos deixando aquele vazio sem explicação

e nesse dia, sem saber como, tive três pensamentos Felizes
mas não pensamentos, bobinhos e atoa,
pensamentos realmente Felizes
tão verdadeiros nessa Felicidade,
que a Alma pode sentir de verdade

Felicidade tão forte nesse pensar,
que o coração pode incorporar esses pensamentos como sensação

que leveza senti nesse dia
que leveza aquela sensação
que leveza sentir a alma sentir essa emoção

sem ansiedade, ao menos uma parte de mim pode voar como Peter Pan

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

o pendulo cego do relógio
marcava em suas batidas incertas
as horas de um tempo que já tardava em passar
meu coração sincronizado ao descompasso desse relógio ansioso
palpitava os receios do futuro
e cansado de sua própria aflição, pontava-me o peito uma angustia,
certo de que essa sensação seria um sinal do qual eu entenderia

pela ignorância comum aos homens
insisti no erro e não ouvia o que a voz do coração dizia
besuntada em pensamentos desamorosos,
minha mente viciada estava dominada nas nuvens sombrias do receio

vivia encarnado como a grande maioria,
irresponsável de seu próprio bem estar

contudo tal desespero levou-me a grande elevação
o tempo pareceu parar
as nuvens negras dissiparam-se tão breves como o momento
e fui imerso num clarão, tão sábio e branco,
que me ofuscava a visão da mente, cessando o penoso pensar

vislumbrei naquele momento uma felicidade intocada
tentei traze-la mais perto de mim
mas o medo de perder aquilo que nem tinha
palpitou-me no coração a duvida
e vi com uma triste clareza,
toda aquela mágica clareza ir embora na incerteza

conclui que ainda não estava pronto para tal
mas minha alma, contudo anunciara sua paixão pelo espírito
minha personalidade compreendia a loucura de negar-se a felicidade
enchi-me de auto-estima,
acalmando-me do futuro fui deixando o medo de lado
entendi por fim que do meu bem estar eu sou o único responsável

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Inconclusivo


A felicidade estava tímida esse dia
Tal qual um sol mormaçado escondido atrás do cinza nublado
Um dia que raiava preguiçoso, tão custoso e moroso em sem próprio acordar

Houve refugos, suspiros pesados, insatisfeitos inconformado... Fui escrever para dispersar algum vazio, alguma solidão,
E quem sabe me achar ao final de algum inconclusivo verso de Amor

Fiz a oração do poeta, invocando velhos profetas:
Pedi boas idéias, palavras de sabedoria, pedi por rimas e alegrias... venham-me as rimas, as rimas que rimam, nas ingenuidades que me animam

Animado é como qualquer um fica quando não se deixa de lado

Pensei então na vida que é chata quando vivida acanhada
Olhei para minha barriga e vi ali vontades não vividas
Olhei para o peito e vi amigos distantes, amores carentes, o afeto que não pode abraçar e o carinho que não teve coragem de beijar
Nas costas a musculatura enósada, as lagrimas insabiamente não choradas

Reli esse poema inconclusivo e pausei...

Vi que naquele momento de lamentação a alegria me passou como corisco, num brilho intenso que de tão rápido tornou-se apagar na escuridão.
O que haveria mais me passado sem que eu houvesse percebido? Sem que eu houvesse desfrutado?
Deixei de lado, pois o passado já é passado e a felicidade ainda estava por vir, ainda há muito mais parar vir, ainda existe o momento para sorrir.

Há a Vida que por si só vive, há eu, sou eu... que sempre vem agora

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Proza de um apaixonado

Esta manhã acordei contente
Abri os olhos com um forte sentimento de paixão

Daquela gostosa sensação que dá temor ao coração


Perguntei-me por quem eu daria minha felicidade? Quem me iludiria a ponto de eu deixar de lado minha própria auto-estima?

Quem seria essa pessoa pela qual eu me levaria a me esquecer, pessoa pela qual eu venderia meu sossego...

Não pude achar ninguém em minha memória, ninguém que pudesse me fazer tal encanto, ninguém que pudesse me atrair para a ilusão

Dialogando comigo, um homem que de tantos amores aprendeu que não há ninguém melhor para amar do que eu.

Indaguei que mesmo depois de tantas tristezas, ainda sim poderia cair na armadilha do auto-abandono de estar apaixonado por outra pessoa?

Quem me causaria tanto encanto logo pela manhã?
Perguntei ao meu coração vacinado quem seria a pessoa pela qual eu estaria apaixonado? E ao som de uma bossa nova meu coração disse-me “Poeta”

Seria possível então, que ao menos uma paixão não fosse dar na certa desilusão?
Senti nesse momento que há em mim um nato talento, senti o meu romantismo, senti em mim o Poeta, senti a poesia e sua sublime alegria.

Que bom seria, e porque não? Estar apaixonado por mim mesmo, está é uma boa razão.

Uma boa razão para acordar contente, uma boa razão para me manter feliz e foi assim que eu fiz.

Assumi meu romantismo e deixei-me por mim me apaixonar.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Vida

A vida, grandiosa providencia Divina
Que encarna em nós o mistério de sua própria origem
Encara-nos de frente com seu olhar instintivo do mais terrível predador
Ao passo q nos dá todo o conforto em seu semblante sabido de paz.

A vida, sistema de entidades programadas para a busca eterna pela auto-suficiência;
O calor que me pulsa no peito... o impulso de fugir da dor
Vida... um destino que me ensina com amor, que o tempo é uma moeda sem valor

Por fim, simplesmente vida... algo que é por si só a Vida
Não busque o que fazer da vida, pois a Vida já veio feita.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Caverna do alivio

O pensamento pesadamente repetido. Sinto uma cãibra em meu pensar
Fundo idéias em ideais, caso rancores com todos aqueles rumores que a mente me mente como ilusão
As mesma cenas são repetidas num filme sem nexo, cujo roteiro é simplesmente avisar que aquele evento ocorreu fora de lugar
Cismado sou, deixo as vezes a ansiedade tomar o meu lugar... e repito no coração palpitado tudo o que havia acabado de pensar
Aquele medo velho de não dar certo, e aquela certeza insistente de que algo está errado
E ao meu lado procuro algo para me apoiar e vejo minha própria cabeça, destituída de um corpo, sem alguma orientação para pensar

Do que seria preciso para tudo voltar ao lugar?
Qual terapia resolveria esse vicio no pesado pensar?

Preciso encontrar o meu lugar,
O lugar que é meu, lugar que sou eu

Quais crenças eu acreditei?
De quem que são essas idéias que eu aceitei?
Quando foi que ao medo eu cedi o meu próprio lugar de estar?

O sorriso pode se abrir em meio a um dia de chuva, tornando o cinza no belo arco-íris de se Ser
Qual foi o raio de luz que um dia encontrou a escuridão?
Se sou a minha luz, tristezas não quero mais não.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Certa vez a felicidade passou ligeira como um beija-flor
Pairando no ar, tornando tempo parado


no pairado instante em que me mostrou que Ela se tratava de uma escolha:

A escolha por algo maior
A escolha por aquilo
que tem o mágico potencia de tudo resignificar

mostrou-me que essa tal escolha sou Eu.