Se um dia talvez voasse
certamente me faria presente nessa experiência
Ainda me lembro do quão encantado
ficava ao ver Peter Pan voar
ao mentalizar três pensamentos Felizes
Por muito tempo de minha vida eu quis voar
ficava a noite pensando como seria
e como eu faria para os céus alcançar
Frustrado pelo insucesso, um dia conclui que
voar não seria possível
contudo outro dia
dia daqueles no qual a preocupação
dia daqueles em que a mente viaja em possibilidades futuras
dia daqueles em que a gente se esquece do presente
um dia, como tantos, no qual a ansiedade domina
e esquecido de nós mesmos, nossa alma desconfiada
se confina, nos deixando aquele vazio sem explicação
e nesse dia, sem saber como, tive três pensamentos Felizes
mas não pensamentos, bobinhos e atoa,
pensamentos realmente Felizes
tão verdadeiros nessa Felicidade,
que a Alma pode sentir de verdade
Felicidade tão forte nesse pensar,
que o coração pode incorporar esses pensamentos como sensação
que leveza senti nesse dia
que leveza aquela sensação
que leveza sentir a alma sentir essa emoção
sem ansiedade, ao menos uma parte de mim pode voar como Peter Pan
Prozemas: Onde minha Proza vira Poesia
Um salto! | Altivo, leve | Busca no céu os limites impossíveis da mente | Planando o vejo em liberdade | Envergadura robusta | Garras e bico em prontidão | Mira em altitude a caça que completa mais um plano | Olhar certeiro, sensível | O vento é que nutre a chama que guia esse coração | E em paz flui | se expandindo no infinito azul | E sobre as pedras admiro | Felicitando a participação de alguma forma nesse vôo
terça-feira, 7 de abril de 2009
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
o pendulo cego do relógio
marcava em suas batidas incertas
as horas de um tempo que já tardava em passar
meu coração sincronizado ao descompasso desse relógio ansioso
palpitava os receios do futuro
e cansado de sua própria aflição, pontava-me o peito uma angustia,
certo de que essa sensação seria um sinal do qual eu entenderia
pela ignorância comum aos homens
insisti no erro e não ouvia o que a voz do coração dizia
besuntada em pensamentos desamorosos,
minha mente viciada estava dominada nas nuvens sombrias do receio
vivia encarnado como a grande maioria,
irresponsável de seu próprio bem estar
contudo tal desespero levou-me a grande elevação
o tempo pareceu parar
as nuvens negras dissiparam-se tão breves como o momento
e fui imerso num clarão, tão sábio e branco,
que me ofuscava a visão da mente, cessando o penoso pensar
vislumbrei naquele momento uma felicidade intocada
tentei traze-la mais perto de mim
mas o medo de perder aquilo que nem tinha
palpitou-me no coração a duvida
e vi com uma triste clareza,
toda aquela mágica clareza ir embora na incerteza
conclui que ainda não estava pronto para tal
mas minha alma, contudo anunciara sua paixão pelo espírito
minha personalidade compreendia a loucura de negar-se a felicidade
enchi-me de auto-estima,
acalmando-me do futuro fui deixando o medo de lado
entendi por fim que do meu bem estar eu sou o único responsável
marcava em suas batidas incertas
as horas de um tempo que já tardava em passar
meu coração sincronizado ao descompasso desse relógio ansioso
palpitava os receios do futuro
e cansado de sua própria aflição, pontava-me o peito uma angustia,
certo de que essa sensação seria um sinal do qual eu entenderia
pela ignorância comum aos homens
insisti no erro e não ouvia o que a voz do coração dizia
besuntada em pensamentos desamorosos,
minha mente viciada estava dominada nas nuvens sombrias do receio
vivia encarnado como a grande maioria,
irresponsável de seu próprio bem estar
contudo tal desespero levou-me a grande elevação
o tempo pareceu parar
as nuvens negras dissiparam-se tão breves como o momento
e fui imerso num clarão, tão sábio e branco,
que me ofuscava a visão da mente, cessando o penoso pensar
vislumbrei naquele momento uma felicidade intocada
tentei traze-la mais perto de mim
mas o medo de perder aquilo que nem tinha
palpitou-me no coração a duvida
e vi com uma triste clareza,
toda aquela mágica clareza ir embora na incerteza
conclui que ainda não estava pronto para tal
mas minha alma, contudo anunciara sua paixão pelo espírito
minha personalidade compreendia a loucura de negar-se a felicidade
enchi-me de auto-estima,
acalmando-me do futuro fui deixando o medo de lado
entendi por fim que do meu bem estar eu sou o único responsável
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Inconclusivo
A felicidade estava tímida esse dia
Tal qual um sol mormaçado escondido atrás do cinza nublado
Um dia que raiava preguiçoso, tão custoso e moroso em sem próprio acordar
Houve refugos, suspiros pesados, insatisfeitos inconformado... Fui escrever para dispersar algum vazio, alguma solidão,
E quem sabe me achar ao final de algum inconclusivo verso de Amor
Fiz a oração do poeta, invocando velhos profetas:
Pedi boas idéias, palavras de sabedoria, pedi por rimas e alegrias... venham-me as rimas, as rimas que rimam, nas ingenuidades que me animam
Animado é como qualquer um fica quando não se deixa de lado
Pensei então na vida que é chata quando vivida acanhada
Olhei para minha barriga e vi ali vontades não vividas
Olhei para o peito e vi amigos distantes, amores carentes, o afeto que não pode abraçar e o carinho que não teve coragem de beijar
Nas costas a musculatura enósada, as lagrimas insabiamente não choradas
Reli esse poema inconclusivo e pausei...
Vi que naquele momento de lamentação a alegria me passou como corisco, num brilho intenso que de tão rápido tornou-se apagar na escuridão.
O que haveria mais me passado sem que eu houvesse percebido? Sem que eu houvesse desfrutado?
Deixei de lado, pois o passado já é passado e a felicidade ainda estava por vir, ainda há muito mais parar vir, ainda existe o momento para sorrir.
Há a Vida que por si só vive, há eu, sou eu... que sempre vem agora
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Proza de um apaixonado
Esta manhã acordei contente
Abri os olhos com um forte sentimento de paixão
Daquela gostosa sensação que dá temor ao coração
Perguntei-me por quem eu daria minha felicidade? Quem me iludiria a ponto de eu deixar de lado minha própria auto-estima?
Quem seria essa pessoa pela qual eu me levaria a me esquecer, pessoa pela qual eu venderia meu sossego...
Não pude achar ninguém em minha memória, ninguém que pudesse me fazer tal encanto, ninguém que pudesse me atrair para a ilusão
Dialogando comigo, um homem que de tantos amores aprendeu que não há ninguém melhor para amar do que eu.
Abri os olhos com um forte sentimento de paixão
Daquela gostosa sensação que dá temor ao coração
Perguntei-me por quem eu daria minha felicidade? Quem me iludiria a ponto de eu deixar de lado minha própria auto-estima?
Quem seria essa pessoa pela qual eu me levaria a me esquecer, pessoa pela qual eu venderia meu sossego...
Não pude achar ninguém em minha memória, ninguém que pudesse me fazer tal encanto, ninguém que pudesse me atrair para a ilusão
Dialogando comigo, um homem que de tantos amores aprendeu que não há ninguém melhor para amar do que eu.
Indaguei que mesmo depois de tantas tristezas, ainda sim poderia cair na armadilha do auto-abandono de estar apaixonado por outra pessoa?
Quem me causaria tanto encanto logo pela manhã?
Perguntei ao meu coração vacinado quem seria a pessoa pela qual eu estaria apaixonado? E ao som de uma bossa nova meu coração disse-me “Poeta”
Seria possível então, que ao menos uma paixão não fosse dar na certa desilusão?
Senti nesse momento que há em mim um nato talento, senti o meu romantismo, senti em mim o Poeta, senti a poesia e sua sublime alegria.
Que bom seria, e porque não? Estar apaixonado por mim mesmo, está é uma boa razão.
Uma boa razão para acordar contente, uma boa razão para me manter feliz e foi assim que eu fiz.
Assumi meu romantismo e deixei-me por mim me apaixonar.
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Vida
A vida, grandiosa providencia Divina
Que encarna em nós o mistério de sua própria origem
Encara-nos de frente com seu olhar instintivo do mais terrível predador
Ao passo q nos dá todo o conforto em seu semblante sabido de paz.
A vida, sistema de entidades programadas para a busca eterna pela auto-suficiência;
O calor que me pulsa no peito... o impulso de fugir da dor
Vida... um destino que me ensina com amor, que o tempo é uma moeda sem valor
Por fim, simplesmente vida... algo que é por si só a Vida
Não busque o que fazer da vida, pois a Vida já veio feita.
Que encarna em nós o mistério de sua própria origem
Encara-nos de frente com seu olhar instintivo do mais terrível predador
Ao passo q nos dá todo o conforto em seu semblante sabido de paz.
A vida, sistema de entidades programadas para a busca eterna pela auto-suficiência;
O calor que me pulsa no peito... o impulso de fugir da dor
Vida... um destino que me ensina com amor, que o tempo é uma moeda sem valor
Por fim, simplesmente vida... algo que é por si só a Vida
Não busque o que fazer da vida, pois a Vida já veio feita.
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Caverna do alivio
O pensamento pesadamente repetido. Sinto uma cãibra em meu pensar
Fundo idéias em ideais, caso rancores com todos aqueles rumores que a mente me mente como ilusão
As mesma cenas são repetidas num filme sem nexo, cujo roteiro é simplesmente avisar que aquele evento ocorreu fora de lugar
Cismado sou, deixo as vezes a ansiedade tomar o meu lugar... e repito no coração palpitado tudo o que havia acabado de pensar
Aquele medo velho de não dar certo, e aquela certeza insistente de que algo está errado
E ao meu lado procuro algo para me apoiar e vejo minha própria cabeça, destituída de um corpo, sem alguma orientação para pensar
Do que seria preciso para tudo voltar ao lugar?
Qual terapia resolveria esse vicio no pesado pensar?
Preciso encontrar o meu lugar,
O lugar que é meu, lugar que sou eu
Quais crenças eu acreditei?
De quem que são essas idéias que eu aceitei?
Quando foi que ao medo eu cedi o meu próprio lugar de estar?
O sorriso pode se abrir em meio a um dia de chuva, tornando o cinza no belo arco-íris de se Ser
Qual foi o raio de luz que um dia encontrou a escuridão?
Se sou a minha luz, tristezas não quero mais não.
Fundo idéias em ideais, caso rancores com todos aqueles rumores que a mente me mente como ilusão
As mesma cenas são repetidas num filme sem nexo, cujo roteiro é simplesmente avisar que aquele evento ocorreu fora de lugar
Cismado sou, deixo as vezes a ansiedade tomar o meu lugar... e repito no coração palpitado tudo o que havia acabado de pensar
Aquele medo velho de não dar certo, e aquela certeza insistente de que algo está errado
E ao meu lado procuro algo para me apoiar e vejo minha própria cabeça, destituída de um corpo, sem alguma orientação para pensar
Do que seria preciso para tudo voltar ao lugar?
Qual terapia resolveria esse vicio no pesado pensar?
Preciso encontrar o meu lugar,
O lugar que é meu, lugar que sou eu
Quais crenças eu acreditei?
De quem que são essas idéias que eu aceitei?
Quando foi que ao medo eu cedi o meu próprio lugar de estar?
O sorriso pode se abrir em meio a um dia de chuva, tornando o cinza no belo arco-íris de se Ser
Qual foi o raio de luz que um dia encontrou a escuridão?
Se sou a minha luz, tristezas não quero mais não.
sexta-feira, 9 de maio de 2008
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