quarta-feira, 1 de outubro de 2008

o pendulo cego do relógio
marcava em suas batidas incertas
as horas de um tempo que já tardava em passar
meu coração sincronizado ao descompasso desse relógio ansioso
palpitava os receios do futuro
e cansado de sua própria aflição, pontava-me o peito uma angustia,
certo de que essa sensação seria um sinal do qual eu entenderia

pela ignorância comum aos homens
insisti no erro e não ouvia o que a voz do coração dizia
besuntada em pensamentos desamorosos,
minha mente viciada estava dominada nas nuvens sombrias do receio

vivia encarnado como a grande maioria,
irresponsável de seu próprio bem estar

contudo tal desespero levou-me a grande elevação
o tempo pareceu parar
as nuvens negras dissiparam-se tão breves como o momento
e fui imerso num clarão, tão sábio e branco,
que me ofuscava a visão da mente, cessando o penoso pensar

vislumbrei naquele momento uma felicidade intocada
tentei traze-la mais perto de mim
mas o medo de perder aquilo que nem tinha
palpitou-me no coração a duvida
e vi com uma triste clareza,
toda aquela mágica clareza ir embora na incerteza

conclui que ainda não estava pronto para tal
mas minha alma, contudo anunciara sua paixão pelo espírito
minha personalidade compreendia a loucura de negar-se a felicidade
enchi-me de auto-estima,
acalmando-me do futuro fui deixando o medo de lado
entendi por fim que do meu bem estar eu sou o único responsável

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Inconclusivo


A felicidade estava tímida esse dia
Tal qual um sol mormaçado escondido atrás do cinza nublado
Um dia que raiava preguiçoso, tão custoso e moroso em sem próprio acordar

Houve refugos, suspiros pesados, insatisfeitos inconformado... Fui escrever para dispersar algum vazio, alguma solidão,
E quem sabe me achar ao final de algum inconclusivo verso de Amor

Fiz a oração do poeta, invocando velhos profetas:
Pedi boas idéias, palavras de sabedoria, pedi por rimas e alegrias... venham-me as rimas, as rimas que rimam, nas ingenuidades que me animam

Animado é como qualquer um fica quando não se deixa de lado

Pensei então na vida que é chata quando vivida acanhada
Olhei para minha barriga e vi ali vontades não vividas
Olhei para o peito e vi amigos distantes, amores carentes, o afeto que não pode abraçar e o carinho que não teve coragem de beijar
Nas costas a musculatura enósada, as lagrimas insabiamente não choradas

Reli esse poema inconclusivo e pausei...

Vi que naquele momento de lamentação a alegria me passou como corisco, num brilho intenso que de tão rápido tornou-se apagar na escuridão.
O que haveria mais me passado sem que eu houvesse percebido? Sem que eu houvesse desfrutado?
Deixei de lado, pois o passado já é passado e a felicidade ainda estava por vir, ainda há muito mais parar vir, ainda existe o momento para sorrir.

Há a Vida que por si só vive, há eu, sou eu... que sempre vem agora

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Proza de um apaixonado

Esta manhã acordei contente
Abri os olhos com um forte sentimento de paixão

Daquela gostosa sensação que dá temor ao coração


Perguntei-me por quem eu daria minha felicidade? Quem me iludiria a ponto de eu deixar de lado minha própria auto-estima?

Quem seria essa pessoa pela qual eu me levaria a me esquecer, pessoa pela qual eu venderia meu sossego...

Não pude achar ninguém em minha memória, ninguém que pudesse me fazer tal encanto, ninguém que pudesse me atrair para a ilusão

Dialogando comigo, um homem que de tantos amores aprendeu que não há ninguém melhor para amar do que eu.

Indaguei que mesmo depois de tantas tristezas, ainda sim poderia cair na armadilha do auto-abandono de estar apaixonado por outra pessoa?

Quem me causaria tanto encanto logo pela manhã?
Perguntei ao meu coração vacinado quem seria a pessoa pela qual eu estaria apaixonado? E ao som de uma bossa nova meu coração disse-me “Poeta”

Seria possível então, que ao menos uma paixão não fosse dar na certa desilusão?
Senti nesse momento que há em mim um nato talento, senti o meu romantismo, senti em mim o Poeta, senti a poesia e sua sublime alegria.

Que bom seria, e porque não? Estar apaixonado por mim mesmo, está é uma boa razão.

Uma boa razão para acordar contente, uma boa razão para me manter feliz e foi assim que eu fiz.

Assumi meu romantismo e deixei-me por mim me apaixonar.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Vida

A vida, grandiosa providencia Divina
Que encarna em nós o mistério de sua própria origem
Encara-nos de frente com seu olhar instintivo do mais terrível predador
Ao passo q nos dá todo o conforto em seu semblante sabido de paz.

A vida, sistema de entidades programadas para a busca eterna pela auto-suficiência;
O calor que me pulsa no peito... o impulso de fugir da dor
Vida... um destino que me ensina com amor, que o tempo é uma moeda sem valor

Por fim, simplesmente vida... algo que é por si só a Vida
Não busque o que fazer da vida, pois a Vida já veio feita.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Caverna do alivio

O pensamento pesadamente repetido. Sinto uma cãibra em meu pensar
Fundo idéias em ideais, caso rancores com todos aqueles rumores que a mente me mente como ilusão
As mesma cenas são repetidas num filme sem nexo, cujo roteiro é simplesmente avisar que aquele evento ocorreu fora de lugar
Cismado sou, deixo as vezes a ansiedade tomar o meu lugar... e repito no coração palpitado tudo o que havia acabado de pensar
Aquele medo velho de não dar certo, e aquela certeza insistente de que algo está errado
E ao meu lado procuro algo para me apoiar e vejo minha própria cabeça, destituída de um corpo, sem alguma orientação para pensar

Do que seria preciso para tudo voltar ao lugar?
Qual terapia resolveria esse vicio no pesado pensar?

Preciso encontrar o meu lugar,
O lugar que é meu, lugar que sou eu

Quais crenças eu acreditei?
De quem que são essas idéias que eu aceitei?
Quando foi que ao medo eu cedi o meu próprio lugar de estar?

O sorriso pode se abrir em meio a um dia de chuva, tornando o cinza no belo arco-íris de se Ser
Qual foi o raio de luz que um dia encontrou a escuridão?
Se sou a minha luz, tristezas não quero mais não.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Certa vez a felicidade passou ligeira como um beija-flor
Pairando no ar, tornando tempo parado


no pairado instante em que me mostrou que Ela se tratava de uma escolha:

A escolha por algo maior
A escolha por aquilo
que tem o mágico potencia de tudo resignificar

mostrou-me que essa tal escolha sou Eu.

Dos outros

Como você foi educado?
Como foi tu sistematizado?
Sob qual matriz você foi formatado?...



medo, católico, aparecer, o bem, parecer o bom... o mal, não se aparentar mal e nem do mal.... a crença, a desgraça, a insanidade de quem distingue raças, a raça; o bipe e a pirraça.....
tens medo de ser sem graça? Porem não se permite rir de graça....

a crença, a riqueza, a nobreza e a sua pobreza. Gentileza, gentileza,
está talvez você não mereça?

Como foi criado?
Com medo do que?
de parecer mal criado.....



para quem você é?
O outro, o outro, e o outro.... para algum homem ou para alguma mulher?
Você foi feito para ser do outro, se para o outro.... medo dos outros

Você não foi permitido, nem menos ensinado, ser você?
Mas também voe nem quis

Tem medo de ser feliz?
Tens medo de ser você?
Pois você se acostumou a só ser o que está sendo para os outros.
Quantas vidas minhas
Foram vividas para eu saber tudo o que eu sei?

Quanta vidas hei de viver
Para saber-se tudo o que se sabe?


Por quantas vezes ainda terei que voltar ao mesmo lugar
para saber o que é encarnar?

Onde está a felicidade?
Quantas vidas são vividas, para saber que a felicidade não posterga?
A felicidade é Agora

Bem dizer de Uma Paixão

Esse seu mágico sorrir me é presente
Por isso estive pensando em falar da paixão

Sua presença me é ausente,
por isso meus olhos tristes
se abatem, focados no chão

seu calor não me esquenta
sua mão não me toca
o que é estar perdido?:
É o seu coração
Batendo de dentro do meu
É o meu coração não batendo sem a existencia do seu

Você tão distante
E eu ai...
Perdido em você
Longe de mim
Sofro, o sofre apertado
Sofro aquele sofre calado
Pois na verdade
Não é você quem me falta
Sou eu que não permaneço em mim

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Carência, o meu próprio desleixo
De mim mesmo uma ausência
Clemência, clemência .... choro eu,
a coitada vitima do meu próprio orgulho


Cade meu grande amigo, por ande andas aquele amor?
O que fiz por mim? Tudo aquilo que deixei para os outros
E para quê?!
Continuo aqui, só,... comigo.... e isso deveria ser bom
A felicidade se esconde em mim mesmo
O ser feliz que sou eu, latente querendo ser descoberto....
descobre-me então, de um tolo véu de vaidades
e descubro por de baixo dele que eu estou - lá
Eu, o meu melhor amigo
Eu, o meu grande Amor
Eu, minha própria medida e a medida de todas as coisas
Eu, a própria vida, a única que posso viver
E descubro muito mais....
Descubro que posso, a felicidade e o poder
Encontro-me com o Bem, encontro-me mais uma vez comigo
E para o falsa moral que pensar que estou sendo egoísta,
Não digo nada, apenas dou risada de sua inocência... esta ainda terá muito o que descobrir

terça-feira, 22 de abril de 2008

A inocência
A carência
A auto-ausência
A eloqüência de um Ser
A paralaxe de uma Alma desincronizada da matéria
A espera por algo que não se sabe
A angustia que vem
Que vem e não vai!
O Fôlego
A síntese, A morte, Uma puberdade,
A serenidade
Verdade, Verdade, Verdade
Todo aquele carpe diem que não nos pertence
Eu reencarno, caso e divorcio
o ócio, o ócio......... o grande negócio
Vou por mim, não por ti;
No juízo final, só garanto por mim.

sábado, 29 de março de 2008



Sou Eu o Universo
E o Universo é meu

No meu universo
Quem manda Sou Eu

A ordem desse universo
É Ser Feliz

E Feliz Eu Sou

O meu Universo Realiza
E Eu realizo
Pois Eu Sou quem no meu Universo Prospera

Toda vez que
Que Eu digo algo aqui dentro
Esse algo se Realiza

Dentro do meu Universo quem manda Sou Eu









ABRAÇO O MUNDO
E O MUNDO ME ABRAÇA

EM NOME DE MINHA PROPRIA GRAÇA
ABRAÇO-ME!

E É POR ISSO, E SÓ POR ISSO
QUE O MUNDO ME ABRAÇA

ABRAÇO-ME E ME ALEGRO
POIS O MEU ABRAÇO
É O QUE ME ENVOLVE DE ALGRIA DE VIVER
O MEU ABRAÇO É O QUE ME DÁ POSSE
A MINHA POSSE
A POSSE DO QUE EU SOU E DO QUE ME TORNA FELIZ



E ME ABRAÇANDO ANDO,
ANDO POR AI
COM AQUELE SORRIZO MAESTRO
AQUELE SORRIZO QUE AO MUNDO ENCANTA
E QUE SÓ EU SEI, O QUANTO ME ENCANTA
POIS É O SORRIZO DE UMA ALMA REALIZADA
E QUE DE NINGUEM DEPENDE PARA SORRIR
É O SORRIZO QUE SORRI
PORQUE SORRI PARA MIM

sexta-feira, 28 de março de 2008

Prefácio Comentado



Um sujeito de grande ambição e de pretensão desafiadora para a sociedade atual Aquele que se apresenta por o Poeteiro, funde sólidas bases morais do ceticismo cristão dos letrados e acadêmicos (que embora muito negam a religião, pouco tem habilidade de se livrar de suas incubadas crenças católicas), com o mais arrojado do pensamento metafísico moderno. E lança-se a fixa idéia de Ser Feliz. Ousado para alguns, ingênuo para os amargurados, e pouco se importando com toda a opinião alheia que tente por algum motivo desmotivá-lo, vem por meio dessa blog mania, manifestar em texto e arte a sabedoria do sorrir, ou seja, a alegria em sua própria ação de alegrar. Não que isso restrinja à coisas levianas e de pouco gosto, afinal poesia sempre envolve o drama e a vida. Não que isso seja empecilho para reflexões fortes, tristes e perturbadoras. Mas este grande Poeta, místico por conhecimento, mágico por seu encanto e natureza, fixa a questão felicidade e cria um amplo plano de valência, onde tudo que se permeia a ele tem como objetivo revelar a alegria implícita, que o aprendizado de qualquer situação traz e lembra a todos que a depressão só surge onde o reconhecimento da beleza de si fica ofuscado por um hall de preocupações tolas sobre coisas (entenda-se problemas) que realmente não pertencem a vida do individuo.