Um salto! | Altivo, leve | Busca no céu os limites impossíveis da mente | Planando o vejo em liberdade | Envergadura robusta | Garras e bico em prontidão | Mira em altitude a caça que completa mais um plano | Olhar certeiro, sensível | O vento é que nutre a chama que guia esse coração | E em paz flui | se expandindo no infinito azul | E sobre as pedras admiro | Felicitando a participação de alguma forma nesse vôo
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Inconclusivo
A felicidade estava tímida esse dia
Tal qual um sol mormaçado escondido atrás do cinza nublado
Um dia que raiava preguiçoso, tão custoso e moroso em sem próprio acordar
Houve refugos, suspiros pesados, insatisfeitos inconformado... Fui escrever para dispersar algum vazio, alguma solidão,
E quem sabe me achar ao final de algum inconclusivo verso de Amor
Fiz a oração do poeta, invocando velhos profetas:
Pedi boas idéias, palavras de sabedoria, pedi por rimas e alegrias... venham-me as rimas, as rimas que rimam, nas ingenuidades que me animam
Animado é como qualquer um fica quando não se deixa de lado
Pensei então na vida que é chata quando vivida acanhada
Olhei para minha barriga e vi ali vontades não vividas
Olhei para o peito e vi amigos distantes, amores carentes, o afeto que não pode abraçar e o carinho que não teve coragem de beijar
Nas costas a musculatura enósada, as lagrimas insabiamente não choradas
Reli esse poema inconclusivo e pausei...
Vi que naquele momento de lamentação a alegria me passou como corisco, num brilho intenso que de tão rápido tornou-se apagar na escuridão.
O que haveria mais me passado sem que eu houvesse percebido? Sem que eu houvesse desfrutado?
Deixei de lado, pois o passado já é passado e a felicidade ainda estava por vir, ainda há muito mais parar vir, ainda existe o momento para sorrir.
Há a Vida que por si só vive, há eu, sou eu... que sempre vem agora
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Proza de um apaixonado
Esta manhã acordei contente
Abri os olhos com um forte sentimento de paixão
Daquela gostosa sensação que dá temor ao coração
Perguntei-me por quem eu daria minha felicidade? Quem me iludiria a ponto de eu deixar de lado minha própria auto-estima?
Quem seria essa pessoa pela qual eu me levaria a me esquecer, pessoa pela qual eu venderia meu sossego...
Não pude achar ninguém em minha memória, ninguém que pudesse me fazer tal encanto, ninguém que pudesse me atrair para a ilusão
Dialogando comigo, um homem que de tantos amores aprendeu que não há ninguém melhor para amar do que eu.
Abri os olhos com um forte sentimento de paixão
Daquela gostosa sensação que dá temor ao coração
Perguntei-me por quem eu daria minha felicidade? Quem me iludiria a ponto de eu deixar de lado minha própria auto-estima?
Quem seria essa pessoa pela qual eu me levaria a me esquecer, pessoa pela qual eu venderia meu sossego...
Não pude achar ninguém em minha memória, ninguém que pudesse me fazer tal encanto, ninguém que pudesse me atrair para a ilusão
Dialogando comigo, um homem que de tantos amores aprendeu que não há ninguém melhor para amar do que eu.
Indaguei que mesmo depois de tantas tristezas, ainda sim poderia cair na armadilha do auto-abandono de estar apaixonado por outra pessoa?
Quem me causaria tanto encanto logo pela manhã?
Perguntei ao meu coração vacinado quem seria a pessoa pela qual eu estaria apaixonado? E ao som de uma bossa nova meu coração disse-me “Poeta”
Seria possível então, que ao menos uma paixão não fosse dar na certa desilusão?
Senti nesse momento que há em mim um nato talento, senti o meu romantismo, senti em mim o Poeta, senti a poesia e sua sublime alegria.
Que bom seria, e porque não? Estar apaixonado por mim mesmo, está é uma boa razão.
Uma boa razão para acordar contente, uma boa razão para me manter feliz e foi assim que eu fiz.
Assumi meu romantismo e deixei-me por mim me apaixonar.
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